No
último dia 7 de abril, foi comemorado o dia mundial da saúde, data que a
Organização Mundial da Saúde (OMS) anualmente chama a atenção para temas e
problemas relacionados à saúde de alcance mundial. Neste ano de 2017 a entidade
dá destaque à depressão, com o lema “Let’s talk”, em português “Vamos falar”,
de maneira a evidenciar que existem muitas formas de se manifestar este
transtorno, mas também inúmeras maneiras de tratamento. Segundo o blog do
ministério da saúde (www.blog.saude.gov.br), atualmente cerca de 350 milhões de
pessoas de todas as idades tem depressão, sendo a maior causadora de
incapacidades do mundo.
O Manual Diagnóstico e
Estatístico de Transtornos Mentais em sua 5º edição, o DSM V, traz a depressão
dentro da sessão Transtornos Depressivos, onde se incluem o “transtorno disruptivo
da desregulação do humor, transtorno depressivo maior (incluindo episódio
depressivo maior), transtorno depressivo persistente (distimia), transtorno
disfórico pré-menstrual, transtorno depressivo induzido por
substância/medicamento, transtorno depressivo devido a outra condição médica,
outro transtorno depressivo especificado e transtorno depressivo não
especificado.” (DSM-V)
De forma geral pode-se
identificar os principais sintomas da depressão como sendo: alteração do humor;
grande diminuição do prazer ou desinteresse em coisas que antes eram muito
agradáveis; ganho ou perda de peso de forma inesperada sem estar fazendo dieta;
insônia ou sono exacerbado acontecendo de forma freqüente; cansaço ou agitação
motora sem motivo aparente; sentimentos de culpa, não aceitação, inutilidade;
diminuição da concentração, atenção, raciocínio; e por último, mas extremamente
importante, pensamentos frequentes de morte, ideação suicida, planos de
suicídio etc.
Esses sintomas são
característicos desse transtorno, mas isso não
quer dizer que você tem depressão se apresentar alguns desses sintomas. Quem
poderá dizer – diagnosticar - se o indivíduo que apresente esses sintomas tem
ou não depressão ou qualquer outro transtorno são os profissionais da saúde
mental, isto é, o psicólogo, o psiquiatra, o psicanalista, e ainda, muitas das
vezes este diagnóstico deve ser feito por uma equipe de profissionais.
Hoje é muito comum vermos pessoas
dizendo que está com depressão, deprimida, triste etc., mas devemos nos atentar
para algumas coisas: que a tristeza faz parte da vida e muitas das vezes ela
vai passar; mas, e em alguns momentos essa tristeza toma proporções aos quais
nós não conseguimos caminhar na “estrada da vida” como antes, passamos a não
conseguir realizar as tarefas do dia-a-dia como anteriormente, não conseguimos
resolver os problemas rotineiros como antes. É neste momento que devemos
procurar um profissional para que possamos falar sobre as dificuldades da vida.
Cada caso é único, e sendo assim
cada tratamento vai acontecer de forma singular. Algumas pessoas irão
necessitar de fazer acompanhamento com um psiquiatra, outros com o psicólogo e
com o psiquiatra e em muitos casos com o acompanhamento psicológico a pessoa
consegue lidar melhor com seus problemas, com seus conflitos.
Concluindo, para a depressão e
tantos outros transtornos, e ainda para aqueles que não apresentam nenhum
transtorno, mas, os problemas e as dificuldades da vida se tornaram em algum
momento um fardo grande de suportar, sempre há uma maneira de superar e se
superar, mesmo que alguns percalços ainda persistam, sempre é possível que a
vida volte a ter o brilho que tinha antes.
O Manual Diagnóstico e
Estatístico de Transtornos Mentais em sua 5º edição, o DSM V, traz a depressão
dentro da sessão Transtornos Depressivos, onde se incluem o “transtorno disruptivo
da desregulação do humor, transtorno depressivo maior (incluindo episódio
depressivo maior), transtorno depressivo persistente (distimia), transtorno
disfórico pré-menstrual, transtorno depressivo induzido por
substância/medicamento, transtorno depressivo devido a outra condição médica,
outro transtorno depressivo especificado e transtorno depressivo não
especificado.” (DSM-V)